Enfim. Começam os meus dias de ócio, como planejado.
É certo de que aproveitarei, e a boa notícia é que descobri que a qualidade das fotos do meu celular estava no mínimo… Quer dizer, comprei o celular e tive a brilhante idéia de deixar tudo no mínimo para economizar a bateria, e a qualidade das fotos era um lixo. Graças a mulher gravida [que, ressalte-se, quase quebrou minha mão] descobri isto. Quer dizer que agora vou estar publicando fotos e filmando coisas em uma qualidade aceitável, e suficiente para se discernir um poste de uma pessoa (talvez nem tanto).
Por enquanto as coisas estão interessantes, comprei um postal e uma cerveja no aeroporto, e me surpreendi com duas coisas. Em São Paulo só vendia postais do Rio de Janeiro, e a cerveja à base de malte é tradicionalmente bebida quente. Não gostei das duas descobertas.
No voo fui confundido com norte-americano (novamente) e fui parado no Raio-X por um comentário inoportuno… Sabe como é… me divertindo com pouco, e morrendo de rir de consequências bizarras.
Minha poltrona era a do corredor (17-F, salvo engano). Tinha a melhor vista da revista de instruções de emergência, e o melhor assento atrás de um idoso com gases. Acredite, pum em ar pressurizado não dissipa… repito NÃO DISSIPA. Foram 20 minutos de marofa, e para agravar a situação, havia uma grávida com medo de avião do meu lado.
Devido ao momento de espera, e inspirado por cenas de “O Náufrago”, enchi o saco de vômito com ar, peguei a minha fiel caneta, e rabisquei um rosto. Ele seria meu novo amigo de viagem. Resolvi batizá-lo de “Saco”, por plena falta de criatividade.
Logo, Saco ganhou a simpatia das crianças a minha volta. Os pais puxavam Saco (perdoem o trocadilho, só fui pensar nele após o batismo, eu juro) de sua poltrona vazia, e mostravam-no às crianças divertindo-as… Incrivelmente a minha criação só veio a falecer no momento do pouso do avião… Ele resistiu bastante (algo envolvendo a pressão do ar, bla bla bla…).
Aos quinze minutos de voo, algo novo havia ganhado espaço naquele avião. As férias tinha que começar diferente, tinha um cheiro novo no ar… e eu presumo que o culpado tenha sido o idoso a minha frente. As pistas apontavam para ele. Não havia ninguém sentado ao seu lado, e o cheiro se concentrava apenas em volta dele… adivinha quem estava perto dele… ~Murphy ainda me adora.
Uns trinta minutos se passaram, e o cheiro ainda se concentrava ali na frente. Ou ele havia se sujado ou aquela era a prova de como reagiam os gases sobre pressão.
Agora, a parte divertida aconteceu depois desse incidente.
O pânico de avião é algo perfeitamente comum, não se pode esperar que todos sejam acostumados e não tenham medo de morrer, mas era engraçado (perdão pelo sadismo) ver a gestante agarrar os braços da poltrona como se esses fossem salvar a sua vida. Paguei por isto…
Para quem é acostumado a pousar em São Paulo, sabe que nunca é confortável e sucinto. São sempre turbulentos e barulhentos. A mulher forçava um sorriso disfarçado, enquanto seu marido disfrutava do melhor do quinto sono. No momento do pouso, parecia que o avião havia pousado com a cabine do piloto no chão, a emoção foi tanta, que foi possível sentir as malas pularem no bagageiro e, é claro, a senhora ao meu lado começou a chorar, e se agarrou a primeira coisa que pôde… meu antebraço.
Acho que quando as pessoas entram em pânico, a adrenalina, e todas as outras proteínas de pessoas desvairadas, tornam o indivíduo umas 3 vezes mais forte. Senti cada ponta de dedo afundar o meu braço como se fosse feito de massinha, e como sintoma apresentei apenas um sorriso, e um gentil “Car*lho”, que por óbvio foi interpretado como falta de educação.
Posteriormente, já não sentia mais dor (nem meu braço), e a senhora agradeceu pela minha paciência. Eu devia agradecê-la pelo post, acho que não começaria a escrever, se não tivesse sido tão engraçado.
Continuo publicando as viagens, por enquanto fiquem com uma das músicas da minha playlist, B.o.B Ft. Hayley Wiliams – Airplanes, altamente sugestiva para uma viagem de avião.
Continuações virão…
![Uma grande jornada começa com um primeiro passo [e uma escala em são paulo]](http://lugon.files.wordpress.com/2011/12/2011-12-18-07-29-58.jpg?w=692)

Chorei de rir, Sr. Panda!
Primeira de muitas. Cheguei em Lages hoje. Preciso achar um cabo USB pro Phone