Pandas voam sozinhos


Meu amor me dedicou uma música, que, ao pé da letra quer dizer que anjos voam sozinhos.

Há muito tempo que não publico uma música com tradução específica aqui no blog [para ser exato, tem muito tempo que não publico nada no blog... mas enfim]. Tanto pela falta de tempo, quanto pelo excesso de coisas. Digamos que preciso abraças meus vícios, mais uma vez.

Compartilho com a publicidade anônima da internet a música que ela me dedico, assim como com o texto correspondente… e, para não deixar tão cru, publico também a minha versão da música, que vou aprender a tocar e, quem sabe, filmar e publica também. Who knows?

Engels Fliegen Einsam
Anjos Voam Sozinhos
Weißt du wie die Dichter schreiben?
Você sabe como os escritores escrevem?
Hast du je einen geseh’n?
Você já viu um?
Dichter schreiben einsam
Escritores escrevem sós
Und weißt du wie die Maler malen?
Sabe como os pintores pintam?
Hast du je einen geseh’n?
Você já viu algum?
Maler malen einsam
Os pintores pintam sós
Und weißt du wie die Engel fliegen?
Sabe como os anjos voam?
Hast du je einen geseh’n?
Você já viu algum?
Engel fliegen einsam
Anjos voam sós.
Und weißt du wie ich mich jetzt fühle?
Sabe como eu me sinto agora?
Hast du je daran gedacht?
Já pensou nisso?
Du und ich gemeinsam
Você e eu juntos.
Engel fliegen einsam
Anjos voam sós
Du und ich gemeinsam
Você e eu juntos
Engel fliegen einsam
Anjos voam sós
Niemals mehr allein sein
Nunca mais sozinha
Und weißt du wie die Träumer schlafen?
Sabe como os sonhadores sonham?
Hast du je einen geseh’n?
Já viu algum?
Träumer schlafen einsam
Eles sonham sós
Und weißt du wie die Feen verzaubern?
Sabe como as fadas encantam?
Hast du je eine geseh’n?
Já viu alguma?
Feen verzaubern einsam
Elas encantam sós
Ich weiss es geht dir ganz genau so
Eu sei que eles são como você
Was hast du mit mir gemacht?
O que você fez comigo?
Du und ich gemeinsam
Você e eu juntos.
Engel fliegen einsam
Anjos voam sós;

Du und ich gemeinsam
Você e eu juntos;
Engel fliegen einsam
Anjos voam sós;
Niemals mehr allein sein
Nunca mais sozinhos.
Dann bin ich aufgewacht
Então eu acordei
Und ich hab nachgedacht
E pensei,
Dann hab ich laut gelacht
Rindo alto,
Weil man sowas nicht macht
Que não era nada de mais
Engel fliegen einsam
Anjos voam sós
Du und ich gemeinsam
Nunca mais sozinha
Engel fliegen einsam
Anjos voam sós
Niemals mehr allein sein
Nunca mais sozinha
Engel fliegen einsam
Anjos voam sós
Niemals mehr allein sein
Nunca mais sozinha
- Christina Sturmer

E com vocês, a minha versão:

Pandas Voam Sozinhos
Você sabe como os blogueiros escrevem?
Você já viu algum?
Blogueiros “Forever’es Alone’s”
Sabe como os desenhistas pintam?
Você já viu algum?
Eu só desenho sozinho
Sabe como os pandas voam?
Você já viu algum?
[Nem eu] Os pandas voam sozinhos.
Sabe como eu me sinto agora?
Já pensou nisso?
[gosto de] Você e eu juntos.
Pandas voam sós
Eu e você não
Pandas não têm asas?
Nunca mais sozinhos
Sabe como os sonhadores sonham?
Já viu algum?
Olha eu aqui!
Sabe como as fadas encantam?
Já viu alguma?
Claro, fadas não existem…
Sabe como os pandas voam?
Você já viu algum?
Pandas voam sozinhos…
Eu sei que as coisas se passam assim para você
Vocês sabe o que fez comigo?
Não estou mais sozinho.
Pandas voam sozinhos
Você e eu juntos
Pandas não tem asas.
Meu deus, um Panda caindo!
Então eu acordei
e continuei sonhando
Sorri e me lembrei
Pois sempre estou te amando
Pandas voam sós
Mas não querem estar sozinhos
Pandas voam sós
Será que é com carinho?
Pandas voam sós
Nunca te deixarei sozinha.

- Tiago Lugon

Aos amigos e leitores, e a minha namorada, é bom estar de volta.
Meu amor, rumamos ao um ano de namoro… nunca mais sozinhos.

O dilema de um certo anjo


Me senti sozinho… e em meio ao silêncio e à escuridão, pude conhecê-lo melhor.

A mais pura verdade é que ele não aparenta ser tão divino,como tantos romantizam por ai.

Com cabelos grandes e negros como a noite, fitava meus sonhos como se fossem os seus.

Não o fazia com bondade ou interesse, o anjo observava como guarda e conselheiro… Quase como se não desse importância, mas fosse sua obrigação.

Nunca gostei dele. Talvez por não aparentar ser um anjo da guarda, como os das orações de minha mãe. Me incomodava ponderar o porque de tanto me observar.

Não portava uma espada de fogo, e suas imensas asas não resplandeciam luz. Eram como estivessem escorraçadas e cansadas, mas sem perder sua beleza.

Nunca foi bom ou ruim… Mas era cínico e ácido, sem nunca ter dito uma única palavra. Apenas com seus sorrisos mudos e risos crônicos, que deviam existir apenas em minha imaginação… Era este o contexto.

Da maior das ironias, reconheci, ainda jovem, a mais peculiar. Os anjos nos invejam.

Aos filhos, incompletos e pecadores, do Excelso, foi dada a maior das bênçãos já imaginada… Àquela que nenhum opressor, ou ditador, admite em seu domínio. A maior prova de que Deus existe e é bom.

O livre arbítrio, tão falado e defendido entre mortais, é o que garante que escolhas, como as nossas, possam ser espontâneas e individuais, o que obriga que as criaturas, tão jovens e estupidas, como somos, sejam responsáveis pelas consequências de suas escolhas.

Porém, o Altíssimo, tão cheio de carinho e amor, não poderia deixar que fossemos vítimas de nós mesmos…

Incumbiu aos anjos, sua crianção mais bela, aos quais nunca foi dada escolha alguma, como aos pecadores, de cuidar dos humanos.

Por isso eles nos invejam, e escarnecem de nossos medos e anseios.

Observam nossos sonhos como se já soubessem, pela natureza óbvia e viciosa dos seres humanos, qual seria o desfecho.

Sabem como vai acabar, e nos julgam. Desses julgamentos, misturados com sua obrigação em nos guardar de nós mesmos, surgem os revoltados… Como o meu anjo, que simplesmente sofre das piores dores, ao ver-me tão conformista, tão superficial, tão sozinho.

Com seu cabelo desgrenhado e um cigarro pendendo na boca, de longe me observa premeditando cada novo dia, e me condena, com o que há de mais correto e ético.

Faz questão de  aparecer ser de sentido contrário. Para fugir das aparências, e se entregar completamente aos prazeres carnais, e ri novamente, em silêncio, das minhas fúteis tentativas de me tornar divino, de me aproximar do Excelso.

Sabe que não fará diferença.

Sabe que os sonhos, que outrora foram bons e divinos, agora já estão obscurecidos pelo pessimismo e falta de fé.

Sabe o que penso, lá no fundo, sobre um futuro vazio que espero de mim mesmo.

Por fim, zomba porque estou morto e sozinho, mas que abrigo minha esperança em algo mais humano, mais concreto e em que fragilmente ainda acredito.

No fim, novamente, escurece. Cabisbaixo, deixa fugir um suspiro, ou um choro, porque observa que eu, como ser humano, nego a todos os prazeres da carne, pela falsa de fé de que isto me aproxima do que é bom segundo outro. Ele, por sua vez, como anjo, está preso à sua imortalidade, como ser limitado, sem escolhas, sem futuro.

Tanto eu quanto ele, tivemos o infortúnio estarmos juntos… Somos vítimas do mesmo dilema.

Ele nunca será humano, e conviverá com isso toda a eternidade.

Eu nunca terei paz, pela natureza incompleta do que sou e serei.

Entre nós dois, repousa uma diferença. Já estou caído, e persisto sem vida, rumo ao distante.

Quanto a mim, ainda acredito na humanidade e nas remotas chances desta construir um futuro mais justo e melhor. Mas não tenho fé na minha salvação.

Vagarei errante a minha mortalidade, sem saber meu desfecho, apenas para salvar outros de sua própria perdição.

Perdemos a fé no futuro. Este é o resultado do meu passado que, como fardo, devo carregar.

Nossa eterna solidão é comum, e inevitável.

Um brinde a perseverança inútil da raça humana!

O melhor lugar para se estar…


 

Que se danem os nós

Pensei na primavera, em flores e uma porrada de coisas fofas… tipo Arco-iris em degrade de rosa.
Mas enfim…me pareceu muito afrescalhado pensar assim, então mudei de idéia.

Pensei, então, em praias, em sol, com céu resplandecente e claro, água cristalina e aquele vento litorâneo, que só arquipélagos paradisíacos poderiam ter…
Só de pensar nisso fiquei ardendo, então mudei de ideia.

Resolvi ir longe, ao sul, numa noite fria de inverno. Pensei num edredon, uma clareira, vinho, fondue e chocolate… meu nariz escorreu… fiquei alérgico… melhor mudar de idéia.

Por fim… muito imaginei qual seria o melhor lugar para estar…
Danem-se os lugares, pois estes nao fazem diferença nenhuma quando se tem o melhor para estar…

Nos seus braços…
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Dois Mil e Treze


Recebi antes da virada do ano a mensagem que dizia assim:

“Já que em 2012 o mundo não acabou, que tentemos impedir que ele acabe em 2013″

Gostei da mensagem, e dedico ela aos leitores, com mais votos.

Assim como será para mim, espero que 2013 seja um ano de preparações para um mundo melhor. Aprendi em 2012 que não devemos sentar e esperar a mudança… e que devemos ser parte dela, como fator de diferença e de interesse.

Como prática, não vou sair pro aí prometendo as coisas deste ano que se inicia… mas garanto a vocês que tudo que estiver ao meu alcance será feito, na medida em que o futuro seja, também, fruto dos meus atos.

Dedico este texto a mulher que amo e me fez notar isto, assim como o ano que se inicia, que gostaria de ter começado ao seu lado, mas não foi possível abraçar o melhor dos dois mundos.

Por um futuro menos conformista e ao seu lado, Priscila…

Um dia [para] depois de amanhã


Ah! Sagradas são as férias que se fazem presentes.

Prometi a mim mesmo que terminaria de ler os livros que deixei pela metade. Fui conferir a biblioteca improvisada em meu armário, e cheguei a conclusão de que precisaria de 8 férias para terminar de lê-los.

Acho que as férias, em especial as de verão, marcam o momento em que fixamos metas e as adiamos em razão de outro motivo.

Por exemplo, no atual instante estou a escrever este post e logo após, ao invés de ler os livros, desenharei.

Mas não há preocupação, depois do desenho eu leio livro… ? Não!!!

Enfim, adoro livros, mas é mais difícil recomeça-los do que começa-los… para mim é uma verdade.

Enfim, senhores… É tarde natal, estou a lembrar do recanto das idéias, e lhes desejo o melhor dos feriados.

E que o caminho de 2013 seja menos esburacado…

A vida como ela deve ser…


…vivida.

Acho que toda a vida do blog, 2012 foi ano mais ausente.

Acontece que não consigo ficar longe das coisas que gosto e que amo.

Não é muita coisa de uma vida simples, mas paro para pensar (como em todo fim de ano, em clima de retrospectiva) o como foi mexido e preenchido esse ano de 2012.

Tinha a ambição de me tornar assistente e professor de dança, de conseguir viajar para longe, de ganhar mais dinheiro, de adiantar a faculdade para terminar com tudo logo, de não morrer e, por motivos de segurança [emocional], me manter distante de compromissos amorosos…

A reviravolta foi grande… A título de esclarecer as coisas, vamos dizer que escrevi certo por linhas tortas (para não envolver deus nessa história).

Consegui grande parte das coisas que quis… mas o mais importante dos meus planos eu concretizei: me tornei professor de dança.

Estava em contato com a música, que sempre me transportou para longe de meus problemas; com pessoas, que acabavam por melhorar pela atividade em questão; e com amigos, que são eternamente necessários em nossa vida… e de quebra, encontrei a maior antítese do ano [quiçá, da minha vida]… Minha atual namorada.

Somos diferentes, é fato, somos parecidos, também é fato, mas nos gostamos (ou pelos menos eu gosto)… e a minha aproximação com ela fez aflorar diversos sentimentos que tinha afogado em mim mesmo… entre eles a minha paixão pela escrita, minha vontade de desenhar, minhas ambições e, porque não, o amor.

Decidi ceder, mais uma vez, ao coração e esperar, com uma flor e uma adaga na mão, que consiga[mos] administrar isto bem, porque foi essa mulher que me fez voltar a enxergar [ou planejar] o futuro.

Se hoje estou aqui, escrevendo para todas as almas livres e perdidas, é graças a ela.

E também é graças a ela que permanecerei escrevendo, lendo, estudando e vivendo. A espontaneidade voltar a palpitar em meu peito… e apesar de voltar a ter medos e receios de voltar a perder isto, não deixarei de agir por medo… deixo minha covardia para trás.

Adiante! Seres perdidos. Não creio mais na salvação de minh’alma… mas permaneço no sonho de construir algo melhor… e persistirei tentando sair do conformismo.

Chega de viver no passado… chegou a hora de fazer alguma coisa… nem que seja em vão.

Não farei promessas… só permanecerei escrevendo e a sombrando esta terra, já perdida, em busca de divagação.

Bom início de fim, caros leitores.

O que você vê?


A pichação surpreendeu. Quase que, em meio ao caos urbano, um murro distorce a atenção daqueles que não se permitiam intervalos.

Sempre a projeção do amanhã, arrependendo-se pelo que aconteceu ontem, mas sem qualquer cuidado com o agora.

A mais pura síndrome do coelho de Alice… sempre atrasado, para uma quebra de rotina violentamente rotineira.

 

É assim que vejo a suposta maturidade dos dias de hoje. Um mundo em que, até a alienação e diversão faz parte do cotidiano.

Não existiram fugas, apenas ciclos… e portanto, vícios.

…As pessoas deveria parar de vez em quando, simplesmente pensando no que vêem.

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